Autor: Fonte: Último Segundo
Data: 29/07/2010
IGP-M, medido pela Fundação Getúlio Vargas, teve variação de 0,15% em julho, uma desaceleração em relação a alta de 0,85% em junho
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) registrou alta de 0,15% em julho. O resultado é o menor desde dezembro do ano passado, quando o indicador apresentou deflação de 0,26%, e aponta uma retração em relação ao desempenho em junho. No mês passado, o índice variou 0,85%.
O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência e é utilizado como referência para os aumentos dos contratos de aluguéis e das tarifas de energia elétrica.
Entre os indicadores utilizados para o cálculo do IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 0,20%. No mês anterior, a taxa foi de 1,09%. O índice relativo aos bens finais variou -0,34%, em julho. Em junho, este grupo de produtos mostrou variação de -0,42%. Contribuiu para a aceleração o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de -2,48% para -0,30%.
O índice referente ao grupo bens intermediários variou 0,01%. Em junho, a taxa foi de 0,80%. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura registrou decréscimo em sua taxa de variação, que passou de 0,78% para -0,15%, sendo o principal responsável pela desaceleração do grupo.
No estágio inicial da produção, o índice de matérias-primas brutas variou 1,22%, em julho. No mês anterior, o índice registrou variação de 3,67%. Os itens minério de ferro (23,05% para 2,48%), leite in natura (1,66% para -5,97%) e milho (em grão) (3,00% para -3,49%) foram os principais responsáveis pela desaceleração do grupo. Ao mesmo tempo, registraram-se acelerações em itens como: cana-de-açúcar (-3,42% para 0,58%), aves (-1,46% para 4,05%) e bovinos (-0,20% para 1,99%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou variação de -0,17%, em julho. No mês anterior, a variação foi de -0,18%. Quatro das sete classes de despesa componentes do índice registraram avanços em suas taxas de variação: despesas diversas (0,44% para 0,85%), alimentação (-1,36% para -1,05%), transportes (-0,17% para -0,06%) e saúde e cuidados pessoais (0,46% para 0,54%). Nestes grupos, os destaques foram os itens: cigarro (1,73% para 2,68%), frutas (-0,56% para 1,33%), álcool combustível (-6,35% para -1,39%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,34% para 0,78%), respectivamente.
Em contrapartida, os grupos vestuário (0,93% para -0,28%), educação, leitura e recreação (0,10% para -0,13%) e habitação (0,40% para 0,23%) apresentaram desaceleração. Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: roupas (0,94% para -0,29%), passagem aérea (6,47% para -6,28%) e tarifa de eletricidade residencial (1,24% para 0,46%), respectivamente.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em julho, variação de 0,62%, abaixo do resultado do mês anterior, de 1,77%. Os três grupos componentes do índice apresentaram decréscimos em suas taxas de variação: materiais e equipamentos, de 1,04% para 0,53%, serviços, de 0,92%, para 0,27% e mão de obra, de 2,59% para 0,77%.
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